"Defesa Civil Nacional informa: novo
serviço de envio de SMS gratuito com alertas de área de riscos. Para se
cadastrar, responda para 40199 com CEP de interesse".
Esse é o texto do SMS que você brasileiro receberá para se
cadastrar para receber gratuitamente o alerta de possíveis DESASTRES NATURAIS
ou “ATOS de DEUS”, como preferir.
Quem fará o controle será o Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento
de Riscos e Desastres), com apoio da Defesa Civil dos estados e municípios, uma
ideia que começou a ser utilizada no Japão a partir de 2007.
Hoje em dia, mais de 20 países, como Canadá, Bélgica,
Filipinas e Chile, utilizam ferramentas semelhantes para informar seus cidadãos
de que as coisas estão ficando fora de controle a cada dia.
Alerta Vermelho no Brasil
A partir de 18 de dezembro de 2017, moradores do Rio Grande do
Sul poderão cadastrar seus números de celular para receber mensagens da Defesa
Civil, por SMS, com alertas de desastres naturais.
A decisão de expandir o projeto piloto, que já estava
funcionando em alguns municípios do estado de Santa Catarina e do Paraná, foi
tomada pelo grupo de trabalho liderado pela Anatel
(Agência Nacional de Telecomunicações).
Fazem parte desse grupo: Sinditelebrasil (Sindicato Nacional
das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoa), ABTA (Associação Brasileira de TV por
Assinatura) e o Cenad.
Isso significa que as coisas vão ficar tão feias que os avisos
serão dados até por sua TV. Portanto, fique preparado para qualquer evento,
mesmo que você não saiba nem por onde começar e nem que tipo de desastre está a
caminho.
Temporais, enchentes, deslizamentos, terremotos,
tsunamis, meteoros, Ataque nuclear, Tufão, Furacão, invasão alien...
Escrevo há anos sobre mudanças - de um modo geral - nessa fase
final desse ciclo, mas muitos levaram meus “alertas” na brincadeira. Não
acreditam que algo violento e “não natural” possa acontecer em suas pacatas e
cotidianas vidas, a não ser... a perda na
decisão do campeonato do seu time... isso sim, foi um desastre medonho.
Percebo que o tempo se esgotou para meus avisos. Agora os
avisos que chegarão a todos em questão de minutos, lhes dará pouco tempo para
criar boas condições para uma estrutura consciente e equilibrada de proteção.
Ambiente esquentando
Outubro de 2017, foi o segundo outubro mais quente de 137 anos de recordação moderna, de
acordo com uma análise mensal das temperaturas globais por cientistas do
Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA (GISS) em Nova York.
Só neste século o planeta vai ficar de 3 a 5 graus mais
quente. E quando a temperatura do planeta sobe... o nível do mar sobe junto. A
água quente ocupa mais espaço do que a
água fria e isso faz subir o nível dos oceanos
Cenários Sombrios
De acordo com o chefe do Comitê Científico da PBMC, Suzana Kahn, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
o impacto do nível do mar e aumento da temperatura é muito maior
no Brasil, porque o país tem uma parcela significativa de suas mais
povoadas cidades localizadas ao longo do litoral.
"Não podemos parar
os danos, mas podemos adotar soluções no sentido de que podemos nos ajustar a
uma nova realidade", disse Suzana Kahn.
Nos cenários mais sombrios discutidos no relatório, o nível do
mar pode aumentar 40 centímetros até 2050, causando perdas de até US $ 1,2
bilhão nas 22 maiores cidades costeiras da América Latina.
40% da população brasileira vive no litoral.
Algumas das cidades mais vulneráveis a invasão do mar inclui
Rio de Janeiro, Santos (São Paulo), Fortaleza
(Ceará), Recife assentada entre rios
(Pernambuco), Salvador (Bahia) e, na
região Sul do Brasil, Vale do Itajaí de Santa
Catarina etc
Se o nível do mar sobe, as saídas de rios e águas pluviais
ficam impedidas de encontrar o oceano e retornam com mais força ao interior das
cidades, alagando tudo que estiver pela frente.
Com o aumento do nível do mar forma-se também uma rota para
furacões, com tempestades severas na região, com ventos superiores a 80 quilômetros por hora. Pelo menos é o
que sugere esse cenário, o Secretário Executivo do Comitê Científico, Andrea
Santos.
Bangladesh, 150 milhões de habitantes.
O país fica quase todo ao nível do mar - se a água subir
apenas um metro, metade de toda a área
plantada será destruída pela água salgada, empurrando milhões de refugiados em busca de novas terras no continente.
Com apenas 1m a mais,
a maioria dos portos do planeta teria de ser substituída. Bilhões em
infraestrutura, literalmente, por água abaixo.
Com um 1,20m,
teríamos problemas de energia, já que muitas usinas, construídas ao longo da
costa, ficariam inundadas. Com 1.50m,
boa parte das fontes de água doce estariam contaminadas com água salgada. A 1,80m, regiões inteiras teriam de ser
evacuadas - espalhando refugiados do clima pelo mundo todo.
Há 70 mil anos, começou
a era do gelo mais recente.
Conforme as geleiras se expandiram, o mar ficou mais baixo e parte
de terra do planeta ficou mais exposta. Aí, as temperaturas subiram de novo, o
gelo derreteu, o mar voltou a subir e acabou se acomodando nos níveis de hoje...
Mudança. É a coisa mais certa nessa vida
Os Inuit habitam o extremo
norte do Ártico canadense, na Groenlândia, na Sibéria e no Alasca há séculos.
Esse povo era vulgarmente conhecido como “esquimós”, portanto,
falam muitos dialetos diferentes que
decorrem da língua Inuit-Aleut.
A palavra esquimó é uma palavra em seu idioma que significa
"comedor de carne crua" o que não os definia corretamente,
por isso foram denominados de Inuit, uma
palavra que descreve um membro da tribo, ou "uma pessoa" sem
adjetivações.
A maior parte de sua dieta é composta de carne crua, pois há pouca vida vegetal em seu meio ambiente. A área
que habitam é quase sempre congelada sob uma camada de permafrost, que durante 6 meses permanece em completa escuridão.
São caçadores que dependem da vida selvagem do Ártico para sua
sobrevivência. Pescam e caçam mamíferos marinhos, como focas e morsas, e
mamíferos terrestres, como linhs árticos e caribu, e usam pele de foca para
roupas, tendas e combustível.
Em 2015 anciãos dessas tribos Inuit escreveram para a Administração
Espacial e Aeronáutica Nacional (NASA) para “avisar” que
o eixo da Terra mudou.
Como eles sabem disso? Verificação visual de
milênios.
Os anciãos inuit observam mudanças
climáticas nas geleiras derretidas, queimaduras na pele das focas e queda
de gelo no mar.
Observaram que os ventos mais quentes estão mudando os
bancos de neve, tornando sua capacidade de navegar por terra mais difícil. As
populações de ursos polares estão
aumentando, o que faz com que os ursos vagueem para os bairros inuit
desesperados por comida.
Detalhe: Os idosos não acreditam que as emissões de carbono dos seres
humanos estão causando as mudanças climáticas atuais. Eles sabem que isso é não
faz sentido – sabem que essas
mudanças no clima são resultantes de mudanças no céu, no ambiente do cosmo.
O sol já não sobe onde costumava subir, eles
afirmam.
As estrelas e a lua também estão em diferentes lugares do céu
e isso afeta as temperaturas. Os dias se aquecem mais rapidamente e estão mais
longos.
Os Inuits dependem da orientação dos astros, da lua e estrelas
para a sua sobrevivência, pois vivem em escuridão total durante parte do ano e
perceberam facilmente que o planeta se deslocou sensivelmente, oferecendo uma
outra visão do universo – que os levam a locais diferentes e desconhecidos.
Esse povo diz que não pode mais prever o clima, como eles
conseguiam no passado... estão atentos as mudanças e se prevenindo.
The “Blob” – mancha morna no mar
O cientista climático da Universidade de Washington, Nick
Bond, cunhou o termo "The
Blob" para descrever a piscina de água, até 7 graus Fahrenheit, mais
quente do que o habitual, que floresceu no mar no outono de 2013.
É uma mancha gigantesca de água morna que está estacionada da Costa Oeste observada desde 2015
e faz parte de um padrão maior que ajuda a explicar a seca da Califórnia, as nevascas
recordes na Nova Inglaterra, de acordo com novas análises de cientistas de
Seattle.
Essa mancha quente ainda está lá, centenas de quilômetros de
largura e se expandindo do Alasca para o México.
Os cientistas do clima observam que a temperatura do oceano está aumentando, pois a água absorve a maior
parte do calor preso por gases de efeito estufa na atmosfera.
A água quente afetou o Mar de Bering e o
Golfo do Alasca.
As mudanças no clima e nos oceanos têm efeitos muito reais e
profundos nas comunidades, nos negócios
e nos recursos naturais de quem depende - inclusive nas pescarias
economicamente valiosas.
As temperaturas médias estão agora cerca de 3,6 graus acima do normal, e os modelos
climáticos preveem que a anomalia persistirá.
Bacalhau sumindo - ano de 2017
A água quente ligada ao blob parece ter derrubado o bacalhau do Golfo do Alasca.
As frotas de pesca, muitas com sede em Washington, estão se preparando para
cortes.
Eles podem viver até 14 anos, atingindo pesos de até 12
quilos. Eles são encontrados tanto no Golfo do Alasca, quanto em concentrações
maiores ainda mais a oeste, no Mar de Bering. Como o bacalhau é de sangue frio,
seu metabolismo aumenta e eles precisam comer mais à medida que as temperaturas
do oceano sobem.
Pesquisadores nunca rastrearam uma onda de calor tão extrema e
tão profunda nos Oceanos. A água quente não é tão favorável para muitos
organismos, segundo os cientistas.
À medida que a água aqueceu, os apetites de outras criaturas
de sangue frio também aumentaram. Enquanto isso, as evidências indicam que as temperaturas mais elevadas reduziram a
quantidade de zooplâncton de alta qualidade e alto teor de gordura em que
muitas espécies se alimentam, de acordo com Stephani Zador, cientista de pescas
federal com sede em Seattle.
O “blob” está
afetando o ecossistema marinho na costa do Alasca, onde as águas geladas e
ricas em alimentos sustentam a pesca mais rica
da América do Norte.
Os biólogos rastrearam os aumentos nas mortes de aves, encalhe
de baleias e em outros eventos, como flores de algas tóxicas.
Tempestade Solar – é um céu vermelho
Novos documentos revelam que há muito mais para a história do
que apenas uma tonalidade vermelha para o céu.
Uma equipe de
pesquisadores japoneses descobriu um tesouro de 111 documentos históricos
no Leste Asiático que mostram que a exibição
da aurora vermelha na verdade não durou dois dias como pensávamos, mas 9 -
do dia 10 a 17 de setembro de 1770.
As manchas solares desenhadas durante o evento de 1770 foram
duas vezes maiores que as registradas durante o evento de Carrington.
A tempestade pode ter sido a maior
tempestade geomagnética em registro humano, e a região do céu coberto era duas vezes
maior do que os historiadores pensavam inicialmente.
Aurora é causada por partículas carregadas atingindo a
atmosfera superior do planeta.
Quando o sol vomita partículas carregadas com elétrons em
direção ao resto do espaço, essas partículas atingem o oxigênio e o nitrogênio na atmosfera terrestre, eles carregam os
próprios gases.
A cor gerada depende de quais gases foram inicialmente
atingidos - o oxigênio emite uma luz
vermelha (bem como o amarelo esverdeado), então pareceria que o oxigênio estava atrás da tempestade de 1770.
Isso também significa que ele
foi poderoso o suficiente para perfurar em algumas partes mais baixas da
atmosfera, onde o oxigênio é mais abundante, o que explica como foi
capaz de dar ao céu uma cara apocalíptica.
"A civilização
moderna depende fortemente de satélites e redes elétricas de grande
escala", escrevem os pesquisadores. "Se tais eventos atingissem a
Terra agora, as conseqüências poderiam ser catastróficas".
Em outras palavras, teremos muito mais a temer do que apenas
um céu vermelho desta vez.
Cratera de Batagaika - Sibéria
vem emergindo dramaticamente no solo siberiano - é uma janela única
do passado, um registro detalhado de 200 mil anos de história da Terra. Atualmente,
o Batagaika tem um quilômetro de largura e 85 metros de profundidade.
A cratera representa uma rara oportunidade de olhar para o
passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo. A cratera está sendo exposta com
o derretimento do gelo no solo permanentemente congelado (permafrost ou
permafrost) desta região.
Há 125.000 anos, por exemplo, ocorreu um período interglacial,
com uma temperatura de vários graus superior à atual. As camadas de sedimentos
expostas revelam o clima como na região
há 200 mil anos. Os restos de árvores, pólen e animais revelam que anteriormente a área era uma floresta densa.
"Queremos saber se
a mudança climática durante a última Era do Gelo foi caracterizada por grande
variabilidade, com períodos intercalados
de aquecimento e resfriamento", disse Murton.
Reconstruindo as mudanças ambientais do passado, os cientistas
esperam prever mudanças semelhantes no futuro.
"O aquecimento acelera o
aquecimento"
Aprender as lições que a cratera Batagaika pode oferecer é
crucial, especialmente devido aos mecanismos que aceleram o aquecimento em zonas de permafrost.
À medida que este permafrost derrete, mais e mais carbono é exposto ao ar que se transformam em metano
que armazena 72 vezes mais calor que o dióxido de carbono durante um período de
20 anos.
"Não há trabalho de
engenharia que possa impedir o desenvolvimento dessas crateras".
Na verdade nada pode impedir as mudanças. Ou você muda sua
vida e se prepara para o impacto que teremos, ou você permanece fazendo o mesmo,
esperando um dia um aviso SMS do governo...
laura botelho







