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17 de dez de 2017

The “Blob” – a mancha morna no Oceano


"Defesa Civil Nacional informa: novo serviço de envio de SMS gratuito com alertas de área de riscos. Para se cadastrar, responda para 40199 com CEP de interesse".

Esse é o texto do SMS que você brasileiro receberá para se cadastrar para receber gratuitamente o alerta de possíveis DESASTRES NATURAIS ou “ATOS de DEUS”, como preferir.


Quem fará o controle será o Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), com apoio da Defesa Civil dos estados e municípios, uma ideia que começou a ser utilizada no Japão a partir de 2007.

Hoje em dia, mais de 20 países, como Canadá, Bélgica, Filipinas e Chile, utilizam ferramentas semelhantes para informar seus cidadãos de que as coisas estão ficando fora de controle a cada dia.

Alerta Vermelho no Brasil
A partir de 18 de dezembro de 2017, moradores do Rio Grande do Sul poderão cadastrar seus números de celular para receber mensagens da Defesa Civil, por SMS, com alertas de desastres naturais.

A decisão de expandir o projeto piloto, que já estava funcionando em alguns municípios do estado de Santa Catarina e do Paraná, foi tomada pelo grupo de trabalho liderado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Fazem parte desse grupo: Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoa), ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) e o Cenad.


Isso significa que as coisas vão ficar tão feias que os avisos serão dados até por sua TV. Portanto, fique preparado para qualquer evento, mesmo que você não saiba nem por onde começar e nem que tipo de desastre está a caminho.

Temporais, enchentes, deslizamentos, terremotos, tsunamis, meteoros, Ataque nuclear, Tufão, Furacão, invasão alien...

Escrevo há anos sobre mudanças - de um modo geral - nessa fase final desse ciclo, mas muitos levaram meus “alertas” na brincadeira. Não acreditam que algo violento e “não natural” possa acontecer em suas pacatas e cotidianas vidas, a não ser...  a perda na decisão do campeonato do seu time... isso sim, foi um desastre medonho.

Percebo que o tempo se esgotou para meus avisos. Agora os avisos que chegarão a todos em questão de minutos, lhes dará pouco tempo para criar boas condições para uma estrutura consciente e equilibrada de proteção.

Ambiente esquentando
Outubro de 2017, foi o segundo outubro mais quente de 137 anos de recordação moderna, de acordo com uma análise mensal das temperaturas globais por cientistas do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA (GISS) em Nova York.


Só neste século o planeta vai ficar de 3 a 5 graus mais quente. E quando a temperatura do planeta sobe... o nível do mar sobe junto. A água quente ocupa mais espaço do que a água fria e isso faz subir o nível dos oceanos

Cenários Sombrios
De acordo com o chefe do Comitê Científico da PBMC, Suzana Kahn, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o impacto do nível do mar e aumento da temperatura é muito maior no Brasil, porque o país tem uma parcela significativa de suas mais povoadas cidades localizadas ao longo do litoral.

"Não podemos parar os danos, mas podemos adotar soluções no sentido de que podemos nos ajustar a uma nova realidade", disse Suzana Kahn.

Nos cenários mais sombrios discutidos no relatório, o nível do mar pode aumentar 40 centímetros até 2050, causando perdas de até US $ 1,2 bilhão nas 22 maiores cidades costeiras da América Latina.

40% da população brasileira vive no litoral.
Algumas das cidades mais vulneráveis ​​a invasão do mar inclui Rio de Janeiro, Santos (São Paulo), Fortaleza (Ceará), Recife assentada entre rios (Pernambuco), Salvador (Bahia) e, na região Sul do Brasil, Vale do Itajaí de Santa Catarina etc

Se o nível do mar sobe, as saídas de rios e águas pluviais ficam impedidas de encontrar o oceano e retornam com mais força ao interior das cidades, alagando tudo que estiver pela frente.
 
Santa Catarina
Com o aumento do nível do mar forma-se também uma rota para furacões, com tempestades severas na região, com ventos superiores a 80 quilômetros por hora. Pelo menos é o que sugere esse cenário, o Secretário Executivo do Comitê Científico, Andrea Santos.

Bangladesh, 150 milhões de habitantes.
O país fica quase todo ao nível do mar - se a água subir apenas um metro, metade de toda a área plantada será destruída pela água salgada, empurrando milhões de refugiados em busca de novas terras no continente.

Com apenas 1m a mais, a maioria dos portos do planeta teria de ser substituída. Bilhões em infraestrutura, literalmente, por água abaixo.

Com um 1,20m, teríamos problemas de energia, já que muitas usinas, construídas ao longo da costa, ficariam inundadas. Com 1.50m, boa parte das fontes de água doce estariam contaminadas com água salgada. A 1,80m, regiões inteiras teriam de ser evacuadas - espalhando refugiados do clima pelo mundo todo.


Há 70 mil anos, começou a era do gelo mais recente.
Conforme as geleiras se expandiram, o mar ficou mais baixo e parte de terra do planeta ficou mais exposta. Aí, as temperaturas subiram de novo, o gelo derreteu, o mar voltou a subir e acabou se acomodando nos níveis de hoje...

Mudança. É a coisa mais certa nessa vida
Os Inuit habitam o extremo norte do Ártico canadense, na Groenlândia, na Sibéria e no Alasca há séculos.

Esse povo era vulgarmente conhecido como “esquimós”, portanto, falam muitos dialetos diferentes que decorrem da língua Inuit-Aleut.

A palavra esquimó é uma palavra em seu idioma que significa "comedor de carne crua" o que não os definia corretamente, por isso foram denominados de Inuit, uma palavra que descreve um membro da tribo, ou "uma pessoa" sem adjetivações.

A maior parte de sua dieta é composta de carne crua, pois há pouca vida vegetal em seu meio ambiente. A área que habitam é quase sempre congelada sob uma camada de permafrost, que durante 6 meses permanece em completa escuridão.

São caçadores que dependem da vida selvagem do Ártico para sua sobrevivência. Pescam e caçam mamíferos marinhos, como focas e morsas, e mamíferos terrestres, como linhs árticos e caribu, e usam pele de foca para roupas, tendas e combustível.

Em 2015 anciãos dessas tribos Inuit escreveram para a Administração Espacial e Aeronáutica Nacional (NASA) para “avisar” que o eixo da Terra mudou.


Como eles sabem disso? Verificação visual de milênios.
Os anciãos inuit observam mudanças climáticas nas geleiras derretidas, queimaduras na pele das focas e queda de gelo no mar.

Observaram que os ventos mais quentes estão mudando os bancos de neve, tornando sua capacidade de navegar por terra mais difícil. As populações de ursos polares estão aumentando, o que faz com que os ursos vagueem para os bairros inuit desesperados por comida.

Detalhe: Os idosos não acreditam que as emissões de carbono dos seres humanos estão causando as mudanças climáticas atuais. Eles sabem que isso é não faz sentido – sabem que essas mudanças no clima são resultantes de mudanças no céu, no ambiente do cosmo.

O sol já não sobe onde costumava subir, eles afirmam.
As estrelas e a lua também estão em diferentes lugares do céu e isso afeta as temperaturas. Os dias se aquecem mais rapidamente e estão mais longos.

Os Inuits dependem da orientação dos astros, da lua e estrelas para a sua sobrevivência, pois vivem em escuridão total durante parte do ano e perceberam facilmente que o planeta se deslocou sensivelmente, oferecendo uma outra visão do universo – que os levam a locais diferentes e desconhecidos.

Esse povo diz que não pode mais prever o clima, como eles conseguiam no passado... estão atentos as mudanças e se prevenindo.

The “Blob” – mancha morna no mar
O cientista climático da Universidade de Washington, Nick Bond, cunhou o termo "The Blob" para descrever a piscina de água, até 7 graus Fahrenheit, mais quente do que o habitual, que floresceu no mar no outono de 2013.


É uma mancha gigantesca de água morna que está estacionada da Costa Oeste observada desde 2015 e faz parte de um padrão maior que ajuda a explicar a seca da Califórnia, as nevascas recordes na Nova Inglaterra, de acordo com novas análises de cientistas de Seattle.

Essa mancha quente ainda está lá, centenas de quilômetros de largura e se expandindo do Alasca para o México.

Os cientistas do clima observam que a temperatura do oceano está aumentando, pois a água absorve a maior parte do calor preso por gases de efeito estufa na atmosfera.

A água quente afetou o Mar de Bering e o Golfo do Alasca.
As mudanças no clima e nos oceanos têm efeitos muito reais e profundos nas comunidades, nos negócios e nos recursos naturais de quem depende - inclusive nas pescarias economicamente valiosas.

As temperaturas médias estão agora cerca de 3,6 graus acima do normal, e os modelos climáticos preveem que a anomalia persistirá.

Bacalhau sumindo -  ano de 2017
A água quente ligada ao blob parece ter derrubado o bacalhau do Golfo do Alasca. As frotas de pesca, muitas com sede em Washington, estão se preparando para cortes.


Eles podem viver até 14 anos, atingindo pesos de até 12 quilos. Eles são encontrados tanto no Golfo do Alasca, quanto em concentrações maiores ainda mais a oeste, no Mar de Bering. Como o bacalhau é de sangue frio, seu metabolismo aumenta e eles precisam comer mais à medida que as temperaturas do oceano sobem.

Pesquisadores nunca rastrearam uma onda de calor tão extrema e tão profunda nos Oceanos. A água quente não é tão favorável para muitos organismos, segundo os cientistas.

À medida que a água aqueceu, os apetites de outras criaturas de sangue frio também aumentaram. Enquanto isso, as evidências indicam que as temperaturas mais elevadas reduziram a quantidade de zooplâncton de alta qualidade e alto teor de gordura em que muitas espécies se alimentam, de acordo com Stephani Zador, cientista de pescas federal com sede em Seattle.

O “blob” está afetando o ecossistema marinho na costa do Alasca, onde as águas geladas e ricas em alimentos sustentam a pesca mais rica da América do Norte.

Os biólogos rastrearam os aumentos nas mortes de aves, encalhe de baleias e em outros eventos, como flores de algas tóxicas.

Tempestade Solar – é um céu vermelho
Novos documentos revelam que há muito mais para a história do que apenas uma tonalidade vermelha para o céu.


Uma equipe de pesquisadores japoneses descobriu um tesouro de 111 documentos históricos no Leste Asiático que mostram que a exibição da aurora vermelha na verdade não durou dois dias como pensávamos, mas 9 - do dia 10 a 17 de setembro de 1770.

As manchas solares desenhadas durante o evento de 1770 foram duas vezes maiores que as registradas durante o evento de Carrington.

A tempestade pode ter sido a maior tempestade geomagnética em registro humano, e a região do céu coberto era duas vezes maior do que os historiadores pensavam inicialmente.

Aurora é causada por partículas carregadas atingindo a atmosfera superior do planeta.

Quando o sol vomita partículas carregadas com elétrons em direção ao resto do espaço, essas partículas atingem o oxigênio e o nitrogênio na atmosfera terrestre, eles carregam os próprios gases.

A cor gerada depende de quais gases foram inicialmente atingidos - o oxigênio emite uma luz vermelha (bem como o amarelo esverdeado), então pareceria que o oxigênio estava atrás da tempestade de 1770.

Isso também significa que ele foi poderoso o suficiente para perfurar em algumas partes mais baixas da atmosfera, onde o oxigênio é mais abundante, o que explica como foi capaz de dar ao céu uma cara apocalíptica.

"A civilização moderna depende fortemente de satélites e redes elétricas de grande escala", escrevem os pesquisadores. "Se tais eventos atingissem a Terra agora, as conseqüências poderiam ser catastróficas".

Em outras palavras, teremos muito mais a temer do que apenas um céu vermelho desta vez.

Cratera de Batagaika - Sibéria
vem emergindo dramaticamente no solo siberiano - é uma janela única do passado, um registro detalhado de 200 mil anos de história da Terra. Atualmente, o Batagaika tem um quilômetro de largura e 85 metros de profundidade.

A cratera representa uma rara oportunidade de olhar para o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo. A cratera está sendo exposta com o derretimento do gelo no solo permanentemente congelado (permafrost ou permafrost) desta região.


Há 125.000 anos, por exemplo, ocorreu um período interglacial, com uma temperatura de vários graus superior à atual. As camadas de sedimentos expostas revelam o clima como na região há 200 mil anos. Os restos de árvores, pólen e animais revelam que anteriormente a área era uma floresta densa.

"Queremos saber se a mudança climática durante a última Era do Gelo foi caracterizada por grande variabilidade, com períodos intercalados de aquecimento e resfriamento", disse Murton.

Reconstruindo as mudanças ambientais do passado, os cientistas esperam prever mudanças semelhantes no futuro.

"O aquecimento acelera o aquecimento"
Aprender as lições que a cratera Batagaika pode oferecer é crucial, especialmente devido aos mecanismos que aceleram o aquecimento em zonas de permafrost.

À medida que este permafrost derrete, mais e mais carbono é exposto ao ar que se transformam em metano que armazena 72 vezes mais calor que o dióxido de carbono durante um período de 20 anos.

"Não há trabalho de engenharia que possa impedir o desenvolvimento dessas crateras".

Na verdade nada pode impedir as mudanças. Ou você muda sua vida e se prepara para o impacto que teremos, ou você permanece fazendo o mesmo, esperando um dia um aviso SMS do governo...


laura botelho

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