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17 de jul de 2015

Esqueça San Andreas, preocupe-se com Cascadia.

Semana tensa...

Não estou fazendo uso desse veículo como o arauto do “fim do mundo”.
Se você pensa assim, é sinal que não deveria ler o que escrevo. Deveria buscar leituras mais contemplativas que o deixasse cada vez mais em estado de ondas Delta. Você não está preparado para despertar, ainda.


Se manter na ignorância e indiferença para fatos dramáticos dessa nossa existência trás certo alívio, um conforto para muitos que não têm base de informação suficiente para gerenciar conflitos, perdas, eventos dinamicamente caóticos. Se alienar faz um bem terrível.

Existir é um desafio, um jogo difícil de manter, e grande parte da humanidade está indecisa se fica no jogo ou vão encontrar seu deus num lugar mais sossegado, longe de tanta tribulação. Não fazem a menor ideia do que estão fazendo aqui.

Como dizia o grande José Saramago: “escrevo para desassossegar meus leitores”. Escrevo para os que estão afinados, sintonizados com o que eu acredito. E o que acredito vai muito além desse mundo banal e ordinário que muitos preferem vivenciar.

Quero desassossegar as mentes dormentes. Quero expandir as fronteiras do inevitável. As coisas e eventos precisam sim ocorrer, mas não necessariamente com todos.

Haja vista que muitos desistiram ou foram “impedidos”, bem na hora, de pegar o vôo que não chegaria a seu destino, cairia no fundo do mar. Quantos chegaram “milagrosamente”, bem no instante que alguém precisava demais de ajuda que seria vital para sua sobrevivência? Quantos tiveram a doce chance de se despedir de alguém no momento de sua passagem? Coisas que não temos como explicar “cientificamente”, apenas espiritualmente.

Dia 15/07 postaram essa noticia no YOUTUBE falando sobre uma possível tragédia iminente que poderia deletar do mapa mundi a costa do noroeste dos Estados Unidos.
Use o tradutor que ele oferece.

Zona de subducção de Cascadia (ou falha de Cascadia)
É uma linha de placa  convergente  que se estende do norte da Ilha de Vancouver para o norte da Califórnia. A parte "Cascadia" vem do Cascade Range, uma cadeia de montanhas vulcânicas. Já a parte "zona de subducção" refere-se a uma região do planeta onde uma placa tectônica desliza por baixo (subducção) da outra. 

Zonas de subducção produzem grandes terremotos, os mais poderosos já constatados, que ultrapassam magnitudes de 9,0 pontos na escala Richter e essa “zona” de Cascadia esteve por longo tempo oculta da nossa observação atenta. Há 30 anos atrás ninguém sabia que a zona de subducção de Cascadia já tinha produzido um grande terremoto e 45 anos atrás, ninguém sequer sabia que essa zona existia.

Estávamos de olho no cinturão de fogo e deixamos passar essa falha profunda.
Quase todos os terremotos mais poderosos do mundo ocorrem no Ring of Fire, a faixa vulcânica do Pacífico, que vai de Nova Zelândia através da Indonésia e Japão, através do oceano para o Alasca, e ao longo da costa oeste das Américas para Chile. 

Caso o fundo do oceano se mexa, a partir da falha de Cascadia, provocará um movimento de água para oeste, em direção ao Japão. O outro lado vai para o leste, gerando uma parede liquida de 700 metros que chegará à costa Noroeste, em média, 15 minutos após o terremoto começar. 


Cerca de 3 mil pessoas morreram no terremoto de 1906, em São Francisco. Quase 2 mil morreram no furacão Katrina. Quase 300 morreram após o furacão Sandy. 

A FEMA acredita que 13 mil pessoas poderão morrer em conseqüência do terremoto seguido de um big, big tsunami. (redundância? Seria pouco)

Outras 27 mil pessoas seriam afetadas diretamente. Com o passar dos dias seria necessário deslocar mais de um milhão de pessoas para locais onde haja água e comida, longe dos transtornos que esse abalo poderia gerar.

"Este é um momento que eu estou esperando que toda a ciência esteja errada, e que isso não aconteça por mais mil anos".

Mas infelizmente a ciência está respaldada e embasada em evidências concretas, e um dos principais cientistas por trás dessas indicações é Chris Goldfinger, um paleoseismologista de Oregon State University e um dos maiores especialistas do mundo em uma linha de falha pouco conhecida.

E foi a partir do seu trabalho feito com seus colegas que ficamos cientes que as chances desse evento catastrófico ocorrer dentro dos próximos 50 anos (sendo muito otimista) são aproximadamente um em cada três. Graças também a esse trabalho, que ficamos sabendo que o noroeste do Pacífico sofreu 41 terremotos da zona de subducção nos últimos 10 mil anos. 

Se você dividir 10 mil por 41, você obtém 243 anos que é o intervalo médio de recorrência do Cascadia. Um período de tempo longo demais para a memória humana, isso porque é um tempo suficiente para que grupos criem sociedades, se instalem no pior local do planeta! 

Contando com o terremoto do ano 1700, estamos com um espaço de 315 anos em um ciclo menor de 243 anos! São 72 anos de brinde até agora e a cada momento se torna uma dádiva espiritual!

Intervalos de recorrência são médias, e as médias são complicadas

Chile, de 1960, de magnitude 9,5.
Alaska, 1964, magnitude 9,2; 
Indonésia de 2004, de magnitude 9,1; 
Japão, de 2011, de magnitude 9,0; 

Não foi possível identificar um padrão até o final dos anos 60. 


Por quatro minutos um terremoto atingi magnitude 9,0.
Em uma conferência em Hokudan, um geólogo japonês chamado Yasutaka Ikeda argumentou que a nação japonesa deve esperar um terremoto de magnitude 9,0 no futuro próximo.

Eu já passei por um desses terremotos maciços na nação mais sismicamente preparada na Terra, o Japão. Se isso ocorrer em Portland, vamos apenas dizer que eu preferia não estar aqui" disse Goldfinger

O primeiro sinal de que o terremoto começou
Cascadia produzirá uma onda de compressão, irradiando para fora da linha da falha onde ondas estarão em movimento rápido, ondas de alta frequência, audível aos cães e alguns outros animais, mas vivida por seres humanos só como um choque súbito. 

O noroeste do Pacífico não tem um sistema de alerta precoce. Quando o terremoto Cascadia começar, haverá, em vez disso, uma cacofonia de cães latindo e um momento de silencio antes das ondas de superfície chegarem. De 4 a 6 minutos após os cachorros começarem a latir, o tremor irá diminuir. Por mais alguns minutos, a região, abalada, vai continuar a desmoronar por conta própria.

Para as 71 mil pessoas que vivem na zona de inundação de Cascadia, terão uma estreita janela de tempo para a evacuação. Dependendo da localização, terão entre 10 e 30 minutos para sair para um local bem alto, subir montanhas acima do mar e aguardar.

"Quando esse tsunami chegar, você corre". "Você se protege, não volte para salvar ninguém. Você corre para sua vida"
Jay Wilson, o presidente da Comissão de Segurança Sísmica Oregon Política Consultiva (OSSPAC).

Logo depois que a agitação começar, a rede elétrica irá falhar, provavelmente em toda parte oeste do Cascades e, possivelmente, muito além. Se isso acontecer durante a noite, a catástrofe que se seguir se desdobrará em trevas. 

O terremoto induzirá além do tsunami, um processo chamado de liquefação, em que terreno aparentemente sólido começa a se comportar como um colchão de água. E 15% da cidade de Seattle foi construída sobre terras liquefeita - casas de algumas 34.500 pessoas vão boiar.

Em toda parte do planeta os sismólogos estão olhando para seus relógios se perguntando quanto tempo ainda teremos e o que vamos fazer? Essa tragédia não afetará somente aos próximos a falha, mas a todos no planeta numa escala menor. O que acontece com um afeta a todos num perímetro próximo, mas diante de uma esfera dessa magnitude... será um choque e tanto para a humanidade.


Uma semana atrás pescadores pegaram um Oarfish nadando na superfície.

Oarfish é um peixe abissal, um vivente de mar profundo, uns mil metros abaixo da superfície da praia. Eles não sobem a superfície, mas em 19 meses, nas águas circundantes a ilha de Santa Catalina, Califórnia, já foram encontrados 3 deles -  e um ainda agonizando.

O Folclore japonês diz que o deus dragão do mar envia oarfish à tona para avisar de terremotos iminentes. Mas misticismo à parte, a ciência nos diz que os gases tóxicos liberados por fissuras subaquáticas – que é um alerta científico de terremotos - pode estar matando o oarfish...

Saia da ignorância, investigue. Podemos aprender muito com esse evento, nem que seja para uma outra vida...

laura botelho

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